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Eleições 2026: saiba quem são os pré-candidatos à Presidência da República até agora

Apesar de pesquisas mostrarem uma grande polarização em torno do presidente Lula e do senador Flávio Bolsonaro, outros nove pré-candidatos colocam seus nomes para a disputa
  • Categoria: Política
  • Publicação: 15/04/2026 09:01
  • Autor: O POVO
A disputa pela Presidência da República em 2026 ganha forma com a consolidação de nomes de diferentes espectros políticos que pretendem disputar o cargo. Embora as candidaturas oficiais só sejam confirmadas nas convenções partidárias, ao menos uma dezena de pré-candidatos já se apresentam para o pleito.

No momento, todos são considerados pré-candidatos porque a oficialização só acontecerá entre os dias 20 de julho e 5 de agosto, período das convenções partidárias, e após o registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) são os mais bem colocados, segundo as pesquisas eleitorais mais recentes. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, e o segundo turno, se houver, acontecerá em 25 de outubro.

Quem são os principais pré-candidatos

Luiz Inácio Lula da Silva (PT): Atual presidente da República, deve buscar a reeleição e tentar um quarto mandato. Líder histórico da esquerda brasileira, tenta renovar o período como chefe do Executivo federal após retornar ao poder em 2023.

Flávio Bolsonaro (PL): Senador e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), aparece como principal nome do bolsonarismo. Tem se colocado como herdeiro político do pai.

Ronaldo Caiado (PSD): Governador de Goiás, lançou-se como alternativa da “terceira via”. Com trajetória longa na política, busca espaço entre os polos de Lula e Bolsonaro.

Romeu Zema (Novo): Ex-governador de Minas Gerais, eleito e reeleito no primeiro turno. É um dos nomes ligados à direita liberal. Defende uma agenda econômica voltada ao mercado e gestão enxuta do Estado.

Outros nomes colocados

A eleição também deve ter uma série de candidaturas menos conhecidas e com menor estrutura partidária e financeira para a disputa. Abaixo, um pequeno perfil dos pré-candidatos.

Aldo Rebelo (DC): Ex-presidente da Câmara e ex-ministro, tem trajetória ligada à esquerda nacionalista e já ocupou diversos cargos no governo federal. Após se afastar dos comunistas, passou pelo MDB e foi secretário de Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo e apoiador de Bolsonaro.

Augusto Cury (Avante): Psiquiatra e escritor de best-sellers, surge como nome de fora da política tradicional, apostando em discurso voltado à saúde emocional e educação. O Avante afirma vê-lo como "protagonista na construção de um novo caminho para o país".

Cabo Daciolo (Mobiliza): Ex-deputado federal, ficou conhecido pelo discurso religioso e já disputou a Presidência em 2018, quando ficou em 6º lugar, com cerca de 1,3 milhão de votos. Notabilizou-se pelo bordão "Glória a Deus".

Edmilson Costa (PCB): Dirigente do Partido Comunista Brasileiro, representa uma candidatura de esquerda mais ideológica. É doutor em Economia pela Unicamp, com pós-doutorado no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da mesma universidade.

Hertz Dias (PSTU): Ativista do movimento negro, é um dos nomes da esquerda radical, com pautas voltadas à transformação social. É professor de história da rede pública municipal e estadual de São Luís (MA) e disputou o governo do Maranhão em 2022.

Renan Santos (Missão): Ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL), tenta viabilizar candidatura com perfil liberal e de renovação política. O Missão é o partido mais recente nos registros do TSE, criado em novembro do ano passado. Renan Santos tem 42 anos e disputará a primeira eleição.

Rui Costa Pimenta (PCO): Presidente do Partido da Causa Operária, já disputou a Presidência em outras eleições e mantém linha política de esquerda crítica às instituições. Participou da fundação do PT e já foi diretor da Central Única dos Trabalhadores (CUT), na Grande São Paulo.

Samara Martins (UP): Vice-presidente da Unidade Popular, representa uma candidatura ligada a movimentos sociais e à esquerda popular. Em 2022, foi candidata a vice-presidente na chapa de Leonardo Péricles, obtendo o equivalente a 0,05% do total dos votos.

Cenário em formação

O quadro atual indica uma disputa ainda aberta, mas com tendência de polarização entre o presidente Lula e um candidato ligado ao campo do bolsonarismo, especialmente Flávio Bolsonaro. Ao mesmo tempo, nomes como Caiado e Zema tentam se consolidar como alternativas fora desse eixo principal.

A definição final dos candidatos dependerá das alianças partidárias e das convenções, quando as pré-candidaturas poderão ser confirmadas ou descartadas.