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Por que a Serra da Ibiapaba é um dos principais polos produtores de hortaliças do Nordeste?

Por que a Serra da Ibiapaba é um dos principais polos produtores de hortaliças do Nordeste?
  • Categoria: Ibiapaba
  • Publicação: 02/08/2026 14:20
  • Autor: Diário do Nordeste
A Serra da Ibiapaba cearense pode ser considerada a horta do Estado. Com uma plantação consistente de hortaliças, os nove municípios que englobam a região são um dos maiores polos produtores do Nordeste. 

As hortaliças, nesse caso específico, não se tratam apenas dos vegetais folhosos, como alfaces, couves e agriões. Englobam, além das verduras, os legumes, como cenoura, pimentão e tomate.

Informações reveladas pela Associação Brasileira de Horticultura (ABH) apontam que devem ser incluídos entre as culturas de hortaliças itens plantados com destaque na Serra da Ibiapaba, como melancia, morango e batata-doce. 

Que condições favorecem com que os municípios da serra cearense sejam um dos principais produtores do território nordestino? Especialistas ouvidos pelo Diário do Nordeste apontam que a região se favorece de diversos fatores.

Clima, terreno e água
O analista de mercado da Ceasa, Odálio Girão, avalia que hoje os municípios que compõem a região da serra são centro e polo de convergência na produção. Além das hortaliças, são destaques na Ibiapaba as frutas.


"Altitude, clima, solo e a água abundante favorecem a região. O carro-chefe da região é o tomate, de diferentes tipos, como o tomate salada. Nas folhosas, temos o alface, alho-poró e acelga", aponta.

Qual o valor da produção agrícola na Serra da Ibiapaba?
Dados da Faec com base na Produção Agrícola Municipal (PAM), pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), afirma que a produção agrícola dos municípios que compõem a serra alcançou cifras próximas de R$ 2 bilhões em 2024.

Isso representa 32,4% de todo o preço de mercado da safra cearense no mesmo ano, que ficou pouco acima dos R$ 6,1 bilhões.


Para efeitos comparativos, é como se a Serra da Ibiapaba, sozinha, tivesse valor de produção agrícola superior à metade da alcançada nos estados de Sergipe, Paraíba e Rio Grande do Norte.

No levantamento, são considerados todos os 72 produtos das lavouras temporárias e permanentes que constam na PAM.

Ficam de fora os chamados vegetais folhosos, como alface, couve e rúcula. A pesquisa mais recente que mensura a produção desses alimentos foi o Censo Agropecuário de 2017, também elaborado pelo IBGE. 

No total, o Produto Interno Bruto (PIB) dessas cidades chegou perto dos R$ 7,2 bilhões em 2023, de acordo com os últimos dados do PIB dos Municípios divulgados pelo IBGE. A agropecuária foi responsável por cerca de 20% dessa fatia.